sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Estudos sobre África e cultura afro-brasileira II

Entre o Saara e o Atlântico
            Africa Ocidental é a região que se estende do no Senegal ao rio Cross mais ao sul. Do rio Niger e rio Senegal nascem nas mesmas terras altas chamadas Futa Jalom.  Um segue direto para a costa e deságua no oceano Atlântico que é o Senegal e o outro corre para o interior em direção ao deserto.
Uma das regiões mais afetadas pelo tráfico de escravos vai da Mauritânia até Republica centro Africana. Antes de negócio de escravos os comerciantes dessa região negociavam o outro extraido de minas próximos aos rios Senagal e Níger, e também a noz-de-cola, peles, plumas e resinas, além de animais, alimentos e produtos artesanais.
Fonte: http://www.gustavaogeografia.com.br/Content/8_saara.gif
      A influência muçulmana demorou mais tempo para atingir aqueles que moravam próximos da costa.
      Dentre os muitos povos podemos destacar os da região que abrange do leste do rio Volta  até o Delta do Níger, existiam Estados cujos chefes controlavam a confecção de objetos que impressionavam até hoje pela beleza. Sociedades que tinham ligação entre si e com Ifé, espécie de cidade mãe na qual se originaram as formas de organização política e social das outras cidades da chamada Iorubalândia ou Iorubo. Dessa região saiu grande parte dos africanos traficados para a América como escravos, um dos motivos era a abundância da oferta.

Os bantos da Africa Central 
         Os bantos têm uma origem comum, falam línguas semelhantes, e suas religiões são parecidas. Misturavam-se com povos que habitavam a África central, oriental e do sul. Tinham um tipo físico diferente, eram baixa estatura e o idioma era caracterizado pela emissão de estalidos. Foi a maior migração da qual se tem história na África durou cerca de 2500 anos a.C e fez com que mais da metade do continente fosse povoado por línguas formadas com base em uma única origem. 
Agricultores, foram intrumentos de ferro, ocupavam terras desabitadas, misturavam-se aos antigos moradores ou expulsavam-nos para outros lugares.
           Eles mudaram feições de toda África subaariana, ao sul do Sael. Antes domínio de grupos nômades de caçadores e coletores, ela se tornou terra de agricultores que viviam em aldeias e dominavam a técnica da metalurgia, o que lhe deu superioridade sobre os povos que ignoravam.Com o corte das árvores para a combustão dos fornos que precisavam atingir altas temperaturas abriram-se campos para as pastagens e a agricultura.

Nas bacias dos rios Congo  e Cuanza - Havia uma variedade de etnias.
Terras mistas de florestas e savanas da África centro-ocidental e central
  • Ambundos imbagaloas;
  • Bacongos, 
  • Cassanjes;
  • Ovumbundos;
  • Lubas;
  • Lundas;
  • Quiocos.
Ao Sul:
  • Remanescentes dos povos coletores e caçadores desalojados pelo bantos, os bosquímanos e também os Hotentotes que aprenderam a pastorear o gado e falavam uma língua de estalidos.
  • Horentores = pastores conhecidos como Coís 
  • Bosquínanos -> coletores conhecidos como Sãs  no conjunto, os dois grupos são chamados Coisã;
Sul oriental e centro oriental do continente, na região dos rios Limpopo e Zambeze, uma variedade de povos bantos como:
  • Zulus,
  • Xonas, 
  • Maraves
  • Iaôs.
Costa oriental da Somália até o sul do Moçambique de língua franca chamada suaíli (língua, banto com forte inflência do árabe e de outros idiomas do Indico).

Interior do continente da região dos lagos Vitória e Tanganica:
  • Pastores vindo do Sael misturaram-se aos bantos agricultores. Esse dois grupos conviveram por séculos, um completamentando o outro, tal qual acontecia na região do delta interior do Níger, onde grupos de origens diferentes e com caracteristicas culturais diversas consumiam em harmonia.
Texto de autoria das alunas Valéria e Érica baseados na leitura do livro de SOUZA, Marina de Melo. África, Brasil Africano. São Paulo, Editora Ática, 2010.