sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Estudos sobre África e cultura afro-brasileira

A Variedade de povos no continente africano
O grande destaque que se dá em relação a Africa é ao Egito que nasceu a 5 mil anos no Vale do Rio Nilo, desenvolvendo uma civilização de mais de 2 mil anos e deixou marcas de sua grandeza.

Em relação ao comércio existiam povos nômades que viviam na região do deserto, entre eles os bérberes, que criavam camêlos, conheciam os óasis e os poços de água, como os azenegues e tuaregues. Haviam os povos que se fixavam e viviam no vale do rio Nilo e em algumas terras férteis próximas à costa. Agricultores fixavam-se em torno de aldeias ou cidades maiores. 
As mercadorias trazidas pelas caravanas que transitavam pelo deserto do Saara e pelo Sael, vinham das partes na costa do mediterrâneo. 
O meio de locomoção no deserto era o camelo, graças a sua força e a sua capacidade de ficar muitos dias sem comer nem beber água que passou a ser usado com mais frequência somente a partir do século IV de nossa era, facilitando a comunicação e sustentou um comércio que uniu o Sael ao norte da Africa e a mediterrâneo, então os cargos seguiam para a península Arábica e para o mar vermelho, por terra e por mar. 
Os tuaregues foram responsáveis também pela difusão do islã por toda a região norte da Africa do Sudão do Saara ocidental. Onde se formaram os antigos impérios de Gana (Séculos XVI á XVIII). 
O que foi decisivo para a formação desses impérios foi as condições fisicas do delta interior do Níger (região onde esse rio faz uma acentuada curva para o sul existindo ai vários canais interligados que fertilizam a região, vizinha do Saara).  Garantindo assim o sustento de muita gente e favoreceu as atividades comerciais. 
Onde os azengues, tuaregues e outros berberes, faziam o seu comércio, o atual Mali, os povos não eram mulçumanos. Eram principalmente mandigas e fulos, fixos na terra, pastores, cultivaram alimentos, faziam tecidos, cerâmica e trabalhavam o couro. 
A estrutura das cidades eram organizadas, onde os artesãos, administradores e mais ricos viviam no centro e ao redor os que plantaram e criavam animais, para o abastecimento da cidade e de seus familiares.

Em relação a religião destacamos a Etiópia que desde o VI incorporou o cristianismo como religião oficial, já que a religião predominante era o Islamismo.
Tanto o cristianismo como o islamismo tiveram entrada no Continente Africano pelos portos do mar Vermelho e pelo Istmo de Suez. Foi a partir de 660, os seguidores de Maomé conquistavam povos a leste e a oeste da península Arábica levando consigo o Islamismo.

Grupos diferentes que cultuavam as suas identidades como o conto de histórias de seus antepassados e de seus chefes mantinham suas regras de convivência, seus valores, suas crenças e falava línguas e dialetos. E mesmo assim preservando as suas particularidades se ajudavam, viviam em harmonia e se completavam. Do século XII ao XIX a cidade mais famosa dessa região foi a Tombuctu. 
Texto de autoria das alunas Valéria e Érica baseados na leitura do livro de SOUZA, Marina Mello de. África e Brasil africano, São Paulo, Editora Ática, 2010.